sábado, 15 de junho de 2013

O velho passado

Puxou a manta empoeirada e deitou-se na cama, tentando reviver as lembranças que há muito tinham se perdido. Ao fechar os olhos, adormeceu pelo cansaço e sonhou rever o quarto na forma antiga, lembrou-se de tudo que fazia parte da sua felicidade naquela época.
Acordou chorando, pela primeira vez, desde os dias antigos, chorou por não poder tocar na velha alegria que antes lhe enchia o coração. As lágrimas, acabaram trazendo mais lembranças, algumas doces, outras amargas, mas todas dignas de se fazerem presentes naquele momento.
Meio acordado meio sonhando, percebeu o quanto o passado estava distante, se lembrou de quando o rosto era liso, a casa barulhenta, e as crianças pequenas.
Agora estava só, estava velho e não haviam mais crianças, nem os netos vinham lhe visitar.

Se estava só, não havia motivo para limpar, para bater a poeira, para seguir em frente. Afinal, o que sustenta uma velha vida se não suas lembranças, arrependimentos e frustrações?

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